Veja o que se sabe sobre menina que morreu com suspeita de envenenamento após jantar com a família
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Morte de menina de 9 anos em Alto Horizonte é investigada
A morte de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, após passar mal depois de jantar com a família, em Alto Horizonte, no norte de Goiás, é investigada pela Polícia Civil como suspeita de envenenamento. Até o momento, a causa da morte não foi confirmada por laudo, e exames seguem em andamento.
A seguir, veja o que já se sabe sobre o caso:
Como o caso aconteceu
Segundo a família, Weslenny passou mal após jantar arroz, feijão e carne moída com a mãe, o irmão e o padrasto, na noite de sexta-feira (27).
A menina começou a apresentar dores, vômito e crises convulsivas ainda em casa. Em relato à TV Anhanguera, a mãe contou que a filha pediu socorro.
“Ela falou: ‘Mãe, eu não estou aguentando, me leva pro hospital’”, disse.
Weslenny foi levada ao hospital municipal, chegou a apresentar melhora inicial, mas teve piora rápida e morreu após uma parada cardiorrespiratória.
Irmão também passou mal
O irmão da menina, de 8 anos, também apresentou sintomas após a refeição. Ele foi levado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde segue internado.
Segundo a polícia, o quadro dele foi considerado grave inicialmente, mas houve melhora.
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Suspeita de envenenamento
De acordo com o perito Marcelo de Castro Coelho Morais, a suspeita surgiu pela rapidez e gravidade do quadro clínico.
“O start foi o hospital, onde a criança evoluiu muito rápido a óbito. A maneira como o quadro evoluiu levou à suspeita”, afirmou.
Ele explicou que o caso não se comporta como uma infecção alimentar comum. “Foi um mal muito súbito, com parada cardíaca”, disse.
Outro fator que reforçou a hipótese foi o fato de duas crianças apresentarem sintomas semelhantes após a mesma refeição.
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Animais mortos chamaram atenção
Durante a apuração, animais foram encontrados mortos próximos à casa da família. Segundo a polícia, ao menos três gatos foram localizados sem vida na região.
De acordo com o delegado Sandro Leal, os animais podem ter tido contato com a mesma substância.
“Suspeita-se de chumbinho, mas ainda não sabemos qual substância foi utilizada nem como ela foi parar na comida”, afirmou.
Os animais foram encaminhados para o IML Veterinário, em Goiânia.
O que a polícia já sabe
A Polícia Civil recolheu restos de alimentos consumidos pela família, incluindo itens que estavam na geladeira, na mesa e no lixo. Segundo o delegado, a refeição considerada mais suspeita é a última ingerida, pela proximidade com o início dos sintomas.
Além disso, celulares foram apreendidos e imagens estão sendo analisadas. Testemunhas também foram ouvidas.
Quem está sendo investigado
A mãe e o padrasto da criança foram ouvidos e liberados. Segundo a polícia, eles são considerados suspeitos neste momento por estarem no local quando as crianças passaram mal.
“Os investigados naturais são os pais, porque estavam no mesmo ambiente e não há, até agora, interferência externa relevante”, disse o delegado.
Os dois negam envolvimento.
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Reprodução/TV Anhanguera
Relação familiar é apurada
A polícia também investiga a dinâmica familiar. Segundo o delegado, há relatos de discussões frequentes entre a mãe e o padrasto, além de um histórico antigo de agressão envolvendo a menina, sem registro formal.
Essas informações ainda estão sendo verificadas no curso da investigação.
O que está sendo analisado na perícia
A perícia coletou diferentes materiais:
conteúdo estomacal e sangue da vítima
amostras do irmão
sangue da mãe e do padrasto
alimentos da casa
material dos animais mortos
Os exames buscam identificar substâncias tóxicas, como inseticidas e organofosforados.
“Trabalhamos com suspeita. Não temos laudo que comprove qual substância é”, afirmou o perito.
O que falta esclarecer
Os exames laboratoriais estão em andamento em Goiânia e devem indicar:
se houve envenenamento
qual substância pode ter sido utilizada
como teria ocorrido a contaminação
Segundo o delegado, a expectativa é que as respostas sejam obtidas nos próximos dias.
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