Síndico que confessou ter matado corretora é levado a Caldas Novas

  • 30/01/2026
(Foto: Reprodução)
Síndico que confessou ter matado corretora é levado a Caldas Novas O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, está sendo levado pela Polícia Civil para Caldas Novas, na região sul de Goiás, para novas buscas (veja o vídeo acima). Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias antes da prisão do síndico, com quem tinha um histórico de denúncias e brigas. O suspeito está neste momento a caminho da cidade onde Daiane morava há dois anos para administrar seis apartamentos da família. Na última quarta-feira (28) Cleber e o filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na investigação sobre a morte da corretora (veja o que pai, filho e o porteiro ouvido disseram à polícia). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota enviada ao g1 na última quinta-feira (30), a defesa de Cleber disse que ele passou por audiência de custódia e seguia contribuindo com as investigações. A defesa de Maicon Douglas disse que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão. Disse ainda que Maicon respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Corretora assassinada denunciou síndico e filho no Creci por atrapalharem o trabalho dela Cleber Oliveira está preso suspeito da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Arquivo Pessoal/ Fernanda Alves e Wildes Barbosa/O Popular Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava há dois anos. Segundo a polícia, Cléber é investigado por homicídio, enquanto Douglas é suspeito de ajudar o pai a ocultar provas do crime comprando um novo celular para ele. LEIA TAMBÉM: Síndico e filho presos por morte de corretora estavam com malas no momento da prisão, diz polícia Irmã diz que corretora morta não aceitava ordens de síndico: ‘Matou por ódio’ Síndico diz que não planejou o crime; polícia acredita em premeditação Prisão e confissão Cleber e Maicon foram presos no mesmo prédio em que Daiane desapareceu. Segundo a polícia, as prisões temporárias têm duração de 30 dias, podendo ser prorrogadas pelo mesmo período, para que mais detalhes sobre a morte da corretora sejam esclarecidos. De acordo com os investigadores, assim que as provas foram apresentadas, ele contou que o crime aconteceu no subsolo do prédio, depois de mais uma discussão entre os dois. Em seguida, ele levou a polícia até o local onde deixou o corpo de Daiane, em uma região de mata em Ipameri. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 Brigas e denúncias Após o desaparecimento de Daiane e o início das investigações, a polícia descobriu que corretora e síndico tinham um histórico de brigas que chegaram à esfera judicial. são 12 os processos que envolvem Cléber e Daiane. Perseguição, interrupções de energia e agressão: corretora assassinada e síndico que confessou o crime tinham histórico de brigas e denúncias Em coletiva de imprensa realizada após as prisões, a polícia confirmou os relatos da família de que a falta de luz era comum nos apartamentos administrados por Daiane. De acordo com a investigação, testemunhas disseram a prática de desligar os disjuntores era comum para Cleber. Corretora denunciou que síndico deu soco nela em discussão sobre falta de água “O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, contou o delegado. Além disso, a polícia afirma também que antes de Daiane se mudar para Caldas Novas, Cleber era quem cuidava das locações dos apartamentos. Por isso, a mudança teria iniciado as brigas entre os dois e motivado o crime, segundo a polícia. Irmã diz que corretora morta não aceitava ordens de síndico: ‘Matou por ódio’ Câmeras de segurança As imagens que circulam na internet são das câmeras do elevador do prédio, que mostram Daiane descendo até a recepção e depois ao subsolo, quando desaparece. De acordo com a polícia, Cléber usou escadas para não ser filmado. Pouco antes da prisão, a polícia apreendeu o gravador das filmagens para fazer uma perícia e identificar se houve adulteração. Além do gravador das câmeras de segurança, a Polícia Civil recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora. Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes “O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil”, contou o delegado. Causa da morte De acordo com a polícia, Cleber ficou em silêncio quando os investigadores perguntaram como ele matou Daiane. O corpo da corretora está no IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia, onde será examinado. A partir disso, a Polícia Científica poderá definir a causa da morte. A previsão é de que o resultado fique pronto em 10 dias. "A identificação não demora tanto, pode demorar um pouco, mas se for necessário só DNA. Se for por exame antropológico ou de arcada dentária, sai mais rápido. A necropsia em si, junto com o laudo de tomografia computadorizada, pode levar 10 dias", explicou a perita criminal Núbia Miranda Vieira à TV Anhanguera. Mãe da corretora Daiane Alves fala sobre o desfecho do caso A mãe de Daiane, Nilse Alves, disse viver um misto de sentimentos após a prisão do síndico e que quer dar um "enterro digno" à filha. “É uma sensação de alívio, de revolta e de dor. É tudo misturado”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera. “A gente não queria acreditar que esse cara era capaz de fazer isso. Um cara covarde que se vestiu de síndico, dono do prédio, onde mandava e desmandava”, disse. O corpo de Daiane deve ser enterrado em Uberlândia (MG), sua terra natal. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Nota da defesa de Maicon Douglas Na qualidade de defensores constituídos de Maicon Douglas Souza de Oliveira, os advogados subscritos vêm a público esclarecer os fatos relativos à sua prisão temporária, ocorrida no âmbito das investigações que apuram o falecimento de Daiane Alves. Inicialmente, é imperativo destacar que Maicon Douglas não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão, cuja autoria já foi confessada exclusivamente por seu genitor, Cleber Rosa de Oliveira, em ato que não contou com o auxílio ou prévia ciência de Maicon. Na data de ontem (29/01/26), Maicon foi submetido à audiência de custódia e, posteriormente, prestou depoimento perante a autoridade policial. Durante o interrogatório, o investigado respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos e negando veementemente qualquer participação no trágico evento. A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/01/30/sindico-que-confessou-ter-matado-corretora-e-levado-a-caldas-novas.ghtml


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