Sargento da PM que morreu em acidente ajudava na criação do neto de 8 anos: ‘Era o amor da vida dela’
20/02/2026
(Foto: Reprodução) Sargento da PM que morreu em acidente era uma avó amorosa
A sargento da Polícia Militar (PM) Flávia Rosa Campos, de 49 anos, que morreu em acidente de moto, completaria 24 anos de corporação no dia em que morreu. Mãe de um casal de filhos, Flávia ajudava na criação do neto Alex, de 8 anos, filho de Amanda Rosa Campos, de 29 anos, filha mais nova, que também é policial militar, segundo a família.
De acordo com a filha, Flávia era uma avó ‘babona’ e tinha um amor especial pelo neto, já que moravam juntos na mesma casa.
“Meu filho era o amor dela, ela falava todos os dias ‘sabia que eu te amo?’. Me ajudou com ele a vida inteira”, disse Amanda.
Flávia morreu na quarta-feira (18). A policial foi vítima de um acidente no dia 6 de fevereiro, quando estava na garupa da moto que era conduzida pelo namorado. Ela foi socorrida no local e levada para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde ficou internada em estado grave.
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Já o condutor e namorado de Flávia sofreu lesões no fêmur, na bacia e no ombro. Ele passou por cirurgias e está em recuperação, segundo Amanda.
A policial militar Flávia Rosa morreu após acidente com moto
Arquivo Pessoal/Amanda Rosa
Uma mãe que era uma amiga
Em entrevista ao g1, Amanda contou que a mãe era a sua melhor amiga. Emocionada, a cabo da PM disse que Flávia tinha três irmãos e, sendo a mais velha, cuidava dos demais.
“Minha mãe era a minha melhor amiga. Minha confidente. Fazíamos muita coisa juntas. Ela sempre cuidou dos irmãos”, completou.
Flavia, a filha Amanda e o neto
Arquivo Pessoal/Amanda Rosa
Alegre e cheia de vida
Segundo a filha Amanda, Flávia era conhecida pelo bom humor, mesmo quando as coisas não iam bem. “Todo mundo a conhecia pelas piadas em todos os tipos de momentos. Ela gostava de rir até em meio ao caos”, disse.
Amanda também contou que Flávia completaria 24 anos de polícia no dia do seu falecimento. A filha destacou que a mãe amava a instituição, e isso foi decisivo para que ela escolhesse a mesma profissão.
“Eu segui os passos dela e também sou militar. Essa união da Polícia Militar é algo que eu nunca vi. Eles nos apoiaram em cada momento de dificuldade”, disse.
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Profissional exemplar e amiga de toda hora
A sargento da PM Luciana Moraes se referiu a Flávia como sendo uma pessoa maravilhosa e de coração enorme. As duas policiais trabalharam juntas em 2002, nos Batalhões Escolar e Feminino.
“Estamos todos [os colegas] muito abalados”, contou Luciana ao g1.
O sargento Marcelo Elias Bachir e a policial eram amigos há duas décadas e contou que Flávia era uma amiga exemplar. Segundo o sargento, a amiga era uma pessoa que transmitia felicidade e risos onde estivesse.
"Era uma parceira de serviço fenomenal que em hipótese alguma te deixaria na mão, com um tirocínio policial que vi em poucas pessoas, uma motorista absurdamente inteligente e competente", relatou o amigo.
Comportamento adequado aos momentos adversos
Marcelo ressaltou que Flávia era cortês nos momentos apropriados, tinha um raciocínio rápido e era corajosa.
“Posso dizer que, pela competência, eu colocaria várias estrelas nos ombros dela; para mim, é a perda de alguém que eu admirava profundamente”, concluiu.
O enterro da policial aconteceu em meio a comoção na manhã de quinta-feira (19). Segundo a Polícia Civil o acidente segue sendo investigado pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (DICT) de Goiás.
Como o condutor do outro veículo envolvido não foi divulgado, o g1 não conseguiu contato.
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