Quem é o pai da influenciadora Duda Freire, preso por tráfico de drogas em Goiânia
27/02/2026
(Foto: Reprodução) Pai da influenciadora Duda Freire é preso em Goiânia, diz PM
Dyogo Hilario Tocafundo, de 46 anos, é pai da influenciadora Duda Freire e empresário, segundo a Polícia Militar. Dyogo foi preso em Goiânia por tráfico de drogas e , segundo as autoridades, atuava na modalidade 'delivery' em bairros nobres da capital.
O pai de Duda Freire foi preso nesta quinta-feira (26). Segundo dados da Receita Federal, Dyogo é sócio de um restaurante no Setor Bueno, local onde a polícia fez uma campana, vigilância contínua, para apurar um comportamento suspeito que resultou em uma das prisões dele em 2023.
O g1 não localizou a defesa de Dyogo até a última atualização desta reportagem.
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Dyogo e Duda em fevereiro do ano passado
Facebook de Dyogo Hilario
A influenciadora é uma das melhores amigas de Virginia Fonseca e aparece com frequência ao lado dela em viagens internacionais. Duda também é modelo e divide o dia a dia com quase 3 milhões de seguidores nas redes sociais.
'Delivery' de drogas
De acordo com dados obtidos em documentos do site do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), a abordagem que resultou na condenação aconteceu em abril de 2023. Dyogo foi absolvido, mas foi condenado após o julgamento de um recurso oferecido pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).
Segundo depoimentos de policiais anexados à decisão, os agentes observaram que Dyogo saía e de seu restaurante e ia várias vezes em direção à motocicleta. Em seguida, ele seguiu rumo à sua residência, mas deixou o prédio rapidamente e logo depois teria feito uma entrega a um usuário de drogas.
Duda Freire ao lado do pai, Dyogo Hilario Tocafundo
Instagram de Duda Freire
"Conseguimos acompanhá-lo até a sua residência, onde ele foi até sua residência e deixou rapidamente, e continuamos monitoramento ali na Avenida 85, momento em que a gente vê o momento mais oportuno, ele fez a entrega", diz o relato.
Na ocasião, a polícia não conseguiu fazer a prisão do suposto usuário, mas abordaram e prenderam o empresário. Com ele, a polícia encontrou cerca de R$ 3,5 mil e uma porção de cocaína.
Os policiais relatam que foram até a casa de Dyogo, junto com ele, e encontraram mais cocaína e que a investigação levava a crer que a conduta caracterizava tráfico de drogas.
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Absolvição e condenação
Segundo um dos depoimentos no processo, Dyogo é um "traficante costumaz". Inicialmente, ele foi absolvido das acusações, pois em juízo, negou o crime e disse que o dinheiro encontrado com ele era para um depósito.
O juiz entendeu que o monitoramento realizado pela polícia não tinha elementos suficientes para comprovar o envolvimento com o tráfico.
Além disso, alegou que a superioridade numérica dos policiais impedem a voluntariedade da autorização do réu para que os agentes revistassem seu apartamento.
Entretanto, após interposição de recurso do Ministério Público, foi reconhecido que a abordagem foi realizada em situação considerada suspeita e que "os depoimentos de policiais não devem ser considerados inidôneos ou suspeitos em virtude simplesmente de suas condições funcionais".
"Não houve nenhuma ilegalidade na busca e apreensão realizada na casa de Dyogo Hilário, que resultou em sua prisão em flagrante, haja vista as fundadas razões citadas, que autorizavam o acesso dos policiais à residência, sendo válida a prova e todas as demais que dela derivaram", concluiu o relator no julgamento do recurso.
Com isso, a decisão afastou a condenação e fixou a pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, além de 583 dias-multa no valor de 1/30 do salário-mínimo vigente quando o crime aconteceu.
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