Policial é preso por destruir posto após se revoltar por frentista cobrar R$ 1 para calibrar pneu, diz polícia
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Policial é preso após ameaçar frentista que cobrou R$ 1 para calibrar pneus, em Anápolis
Um policial rodoviário federal que estava de folga foi preso após ameaçar um frentista e destruir uma loja de conveniências de um posto de combustíveis, em Anápolis, na região central de Goiás. De acordo com informações da Polícia Militar repassadas à Polícia Civil, a confusão teria começado após o policial ter se recusado a pagar R$ 1 para calibrar os pneus do seu carro.
Ao g1, o delegado Rafhael Barboza, coordenador da Central de Flagrantes, disse que foi o próprio PRF que ligou para a polícia, dizendo ter problemas psiquiátricos.
"Na própria ligação disse que se não chegasse logo, ele iria matar o frentista", disse o delegado.
Em nota, a advogada Tatiana da Silva disse que o PRF sofreu um surto psicótico na madrugada que antecedeu seu último plantão, "desencadeado pelo intenso estresse decorrente de suas atividades laborais". Disse, ainda, que atualmente ele está internado em um hospital psiquiátrico especializado (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).
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Em nota, a PRF disse que o agente não estava em serviço no momento do ocorrido e que o caso será devidamente apurado (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).
O policial foi autuado por ameaça, dano, desobediência e desacato. Segundo o delegado, ele foi liberado após pagar fiança.
Policial rodoviário federal ameaçou frentista e quebrou uma loja de conveniências de um posto de combustíveis em Anápolis
Divulgação/Central de Flagrantes de Anápolis
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O caso aconteceu na noite de sábado (11), na Avenida Universitária, no bairro Maracanã. De acordo com o registro da ocorrência, o policial estava armado com uma faca e, antes de deixar o local, afirmou que retornaria com uma arma de fogo para matar o funcionário.
Minutos depois, ele retornou ao local com um pedaço de madeira, passando a depredar, quebrando a porta de vidro e diversos objetos pertencentes à loja de conveniência.
Após a chegada dos policiais militares e também de outro PRF, o agressor passou também a ameaçá-los e desacatá-los. Por conta da situação, ele foi contido pelos policiais com o uso de uma taser. Em seguida, o PRF foi atendido no Hospital Alfredo Abraão, para a retirada dos dardos da arma de choque.
Leia a íntegra da nota da defesa do PRF:
"A advogada que o acompanha, dra.Tatiana da Silva, informa que o PRF sofreu um surto psicótico na madrugada que antecedeu seu último plantão, desencadeado pelo intenso estresse decorrente de suas atividades laborais. A gravidade do quadro foi tamanha que a própria Polícia Rodoviária Federal, ao constatar a alteração de seu estado psíquico, adotou medidas preventivas, procedendo ao recolhimento de sua arma funcional e conduzindo-o até sua residência, diante da evidente incapacidade de permanecer em serviço.
Ressalta-se que os fatos posteriormente imputados a ele ocorreram em sequência ao referido episódio, quando seu estado de alteração mental ainda persistia, circunstância que evidencia a ausência de restabelecimento de sua capacidade psíquica naquele momento.
Atualmente, ele encontra-se hospitalizado, sob acompanhamento médico em hospital psiquiátrico especializado, onde recebe o tratamento adequado para o quadro clínico apresentado. Tal circunstância demonstra que seu estado de saúde mental demanda assistência médica".
Leia a íntegra da nota da PRF:
"A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que tomou conhecimento de ocorrência envolvendo um de seus servidores, o qual não se encontrava em serviço nem no exercício de suas atribuições funcionais no momento dos fatos.
A Instituição esclarece que o caso será devidamente apurado, com a finalidade de verificar a existência de infração aos deveres funcionais.
A PRF reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a observância dos princípios que regem a Administração Pública, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos competentes na apuração dos fatos".
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