Pai de goiana morta em floresta no Canadá morreu sem saber o que tinha acontecido com filha, diz prima

  • 30/03/2026
(Foto: Reprodução)
Corpo de goiana desaparecida é identificado no Canadá A goiana Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrada morta em uma área de floresta em Quebec, no Canadá, em abril de 2024. A família, no entanto, só foi informada da localização do corpo há cerca de um mês, após quase dois anos de desaparecimento. Durante esse período, o pai dela, Jeremias Oliveira, morreu em março de 2025, aos 70 anos, sem saber o paradeiro da filha, segundo relato de uma prima. O idoso morreu após complicações durante o tratamento de uma doença renal. Antes de morrer, Jeremias havia autorizado a Interpol a buscar por Letícia e, mesmo internado na UTI, acompanhava a procura pela filha, orientando o andamento das buscas, segundo a família. De acordo com Honória Dietz de Oliveira, prima de Letícia, ela também deixou uma filha de 12 anos. O corpo foi enterrado no domingo (29), no cemitério Parque Memorial, em Goiânia, segundo a família. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Natural de Goiânia, Letícia desapareceu em 2023 e só teve o corpo encontrado em abril de 2024 por caçadores, em Coaticook, uma área de floresta em Quebec, segundo informações da ONG Unidentified Human Remains Canada. Segundo a certidão de óbito emitida na província de Quebec, a data da morte foi 15 de janeiro de 2024. A causa foi apontada como hipotermia. LEIA TAMBÉM: Corpo de goiana encontrada morta em floresta no Canadá é velado, em Goiânia Laudo aponta que corpo encontrado em floresta do Canadá é de brasileira que desapareceu em 2023 Estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários: Veja quem era a brasileira encontrada morta no Canadá Pai da goiana Letícia, encontrada morta no Canadá, morreu antes de saber o paradeiro da filha. Arquivo Pessoal/Honória Dietz Localização do corpo e identificação De acordo com Honória Dietz de Oliveira, a família só foi informada de que o corpo havia sido encontrado há cerca de um mês. Ao g1, a jornalista contou que o corpo foi preservado e que, somente agora, as autoridades conseguiram confirmar a identidade. "Minha prima ficou desaparecida da família por mais de dois anos. Ela deixou de dar notícias em dezembro de 2023, quando estava em Boston (EUA). Desde então, a Interpol iniciou as buscas”, contou. Segundo a prima, foi um milagre que o corpo tenha sido encontrado e identificado, dada a dificuldade do local onde foi encontrado. A família pagou todos os custos com o translado do corpo para o Brasil, informou ela. “Apesar de toda a tristeza, também sentimos alívio por encerrar esse período tão doloroso de buscas e angústia. Somos gratos a Deus e às autoridades do Brasil e do Canadá envolvidas neste processo de buscas, identificação, proteção e liberação para o traslado do corpo”, disse a jornalista. Corpo da goiana Letícia Oliveira Alves foi enterrado do domingo. Arquivo/Honória Dietz Formação e trajetória acadêmica Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Segundo a prima Honória, ela também cursava doutorado na instituição. "Letícia era extremamente inteligente, esportista e dedicada aos estudos. Sua pesquisa era voltada ao desenvolvimento de um combustível especial para aeronaves, com o objetivo de evitar explosões em caso de queda”, contou a prima. De acordo com o irmão, Fabrício Alves de Oliveira, Letícia era uma pessoa estudiosa e dedicada a trabalhos voluntários. A pesquisadora chegou a interromper o doutorado no Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) para se dedicar à igreja. "A Letícia era uma pessoa muito estudiosa e aplicada no que fazia, sempre se dedicando a atividades esportivas e trabalho voluntários na sua fase jovem", afirmou Fabrício. Desaparecimento e identificação Letícia era natural de Goiânia, mas estava nos Estados Unidos quando desapareceu. Segundo familiares, a última informação que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em 2023. No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, a família contou que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024. Letícia Oliveira Alves estava desaparecida desde 2023. Arquivo Pessoal/Frederico Oliveira Alves 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/03/30/pai-de-goiana-morta-em-floresta-no-canada-morreu-sem-saber-o-paradeiro-da-filha-diz-prima.ghtml


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