Padrasto de adolescente autista mantido acorrentado a sofá é preso suspeito de maus-tratos
22/07/2026
(Foto: Reprodução) Padrasto de adolescente mantido acorrentado a sofá e trancado sozinho é preso
O padrasto do adolescente de 13 anos que era mantido acorrentado a um sofá e trancado sozinho em casa, em Anápolis, na região central de Goiás, foi preso suspeito dos crimes de maus-tratos e cárcere privado. De acordo com a Polícia Civil, a prisão aconteceu quando o homem, cuja identidade não foi divulgada, estava na rodoviária, tentando deixar a cidade.
O padrasto foi preso na tarde de terça-feira (21), seis dias depois de o enteado ter sido resgatado pela polícia e pelo Conselho Tutelar. Como a identidade dele não foi divulgada, o g1 não conseguiu localizar a sua defesa.
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Segundo a delegada Aline Lopes Cardoso, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis , responsável pela investigação, o menor tem diagnóstico de autismo e esquizofrenia. Quando a polícia o encontrou, ele tinha várias lesões pelo corpo.
Adolescente de 13 anos com diagnóstico de autismo e esquizofrenia era mantido acorrentado em casa, em Anápolis, segundo a polícia
Divulgação/DPCA
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A mãe do adolescente foi levada à delegacia, onde prestou depoimento. A polícia ainda busca esclarecer como era a sua participação na situação porque há indícios de que ela também seria vítima de violência doméstica por parte do companheiro e teria sido impedida por ele de procurar pelo filho após ele ter sido levado da casa.
"Após o resgate do menino, nenhum dos dois procurou. Ela afirma que ele não estava deixando ela ir atrás. Ela não é da cidade e não conhece nada. Ele ficava tentando mantê-la no novo local que ele tinha alugado para eles", detalhou a delegada ao g1.
De acordo com a DPCA, somadas as penas dos crimes pelos quais o padrasto responde podem chegar a 13 anos de reclusão.
Condições degradantes
Na ocasião do resgate, a delegada Aline contou ao g1 que o adolescente era mantido em uma sala comercial com porta metálicas, trancadas por fora. Não havia janela ou outra saída.
"O prefeito foi até o local durante a noite. Depois de um tempo o menino respondeu, começou a gritar, a chorar, e o proprietário do imóvel apareceu com uma chave reserva. Ao abrir a porta, eles localizaram esse menino trancado nesse cômodo", relatou.
Segundo Aline, as lesões encontradas no adolescente estavam nas pernas, no peito e nos braços. "Ele mostrou a corrente e indicou, inclusive, os ganchos que ficavam escondidos atrás de um sofá onde ele era preso com as correntes", afirmou.
Naquele dia, quando a polícia esteve na casa, a mãe e o padrasto não estavam, mas, em um determinado momento, quando estavam chegando ao local, perceberam a movimentação da polícia e fugiram.
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