'Nenhuma facção controla palmo nenhum de terra nesse estado', diz governador sobre operação contra o crime organizado após mortes de casal de empresários

  • 21/10/2026
(Foto: Reprodução)
Megaoperação contra facções criminosas é montada após mortes em Anápolis Na manhã desta quarta-feira (21), o governador Daniel Viela (MDB) lançou uma operação integrada em Anápolis, na região central do estado, que reúne forças de segurança para intensificar o combate ao crime organizado em Goiás. O lançamento acontece três dias após a morte de um casal de empresários na frente de uma distribuidora de bebidas na cidade. O governador Daniel Vilela (MDB) falou durane o lançamento da operação. "Aqui em Goiás impera a força do estado, nenhuma facção controla palmo nenhum de terra nesse estado", afirmou Vilela. A operação Vis Civitatis contará com 250 agentes de equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil (PC). Em entrevista, o governador disse que as forças de segurança atuarão com o objetivo de garantir a "tranquilidade da população" durante quatro dias. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Operação contra o crime organizado é montada após mortes em Anápolis Cristiano Borges/Governo de Goiás Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as equipes devem atuar até a madrugada de sábado (24) com suspensão no domingo, por causa da legislação eleitoral. Em seguida, as ações retornam e prosseguem até que seja necessária a intensificação policial na cidade. Além da intensificação do policiamento, a operação também conta com atividades operacionais de enfrentamento ao crime e medidas para localizar foragidos da Justiça. Durante os quatro dias de mobilização, a Polícia Civil atuará com o Grupo Tático 3 (GT3), além de outras unidades especializadas. Já a Polícia Militar integra a operação com gentes do Comando de Missões Especiais (CME). LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA: Casal de empresários morre após ser baleado em frente a distribuidora de bebidas Marido e mulher são encontrados mortos dentro de casa em Anápolis MAU-TRATOS: Adolescente mantido acorrentado a sofá e trancado sozinho é resgatado Empresários mortos a tiros Há três dias, Hiago Almeida dos Santos e Ana Carolina Maia foram mortos a tiros em Anápolis. O casal estava na distribuidora de bebidas que pertencia a eles, e foi inaugurada há quatro meses, quando duas pessoas de moto passaram e atiraram, segundo a Polícia Civil. O caso é investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Anápolis. Duas pessoas foram presas, mas foram soltas após audiência de custódia, segundo nota enviada à reportagem na terça-feira (20) (leia a nota na íntegra ao fim do texto). O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para mais detalhes sobre o andamento da investigação, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Ana Carolina Maia e Hiago Almeida dos Santos foram mortos em frente à distribuidora de bebidas que ele possuía em Anápolis, em Goiás Reprodução/Perfis do Instagram de Ana Carolina Maia e da Adega Du 7 Após o lançamento da operação, o Governo de Goiás divulgou informações sobre indicadores criminais em Goiás e afirmou que o Estado registrou queda de 82% nos latrocínios e de 62% nos homicídios dolosos. Leia a nota da defesa dos suspeitos na íntegra "Os advogados Thaynara Oliveira (OAB/GO 62.267) e Kalleb Reis (OAB/GO 68.370), responsáveis pela defesa dos dois investigados presos no último fim de semana em razão das mortes ocorridas em frente a uma distribuidora de bebidas em Anápolis, vêm a público prestar os seguintes esclarecimentos. Na audiência de custódia realizada em 19 de outubro de 2026, a 3ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis deixou de homologar o auto de prisão em flagrante e relaxou as prisões, com a expedição dos alvarás de soltura. A decisão não foi tomada por mera formalidade. O Juízo verificou que não havia situação de flagrante. Os investigados foram abordados cerca de sete horas depois dos fatos, em outro município, sem perseguição e sem que nenhum objeto ligado ao crime estivesse com eles no momento da abordagem. A decisão também registrou que houve entrada em residência e em propriedade rural, ao que tudo indica, sem mandado judicial, e apontou irregularidades nas confissões informais atribuídas aos investigados, que teriam sido colhidas em locais ermos e na presença apenas dos policiais. Diante dos relatos feitos na audiência, o juiz determinou o envio de cópia dos autos ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Militar. A defesa compreende a comoção causada pelo caso e se solidariza com as famílias das vítimas, que merecem uma resposta séria. Justamente por isso, entende que essa resposta precisa vir de uma investigação feita dentro da lei. O relaxamento da prisão não encerra a apuração, que continua. O que a decisão reconhece é que o Estado não pode prender fora das hipóteses previstas na Constituição e no Código de Processo Penal, por maior que seja a repercussão do fato. A defesa seguirá acompanhando o caso e permanece à disposição da imprensa para esclarecimentos, sempre respeitando o sigilo profissional e a preservação da imagem dos investigados". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/10/21/operacao-contra-o-crime-organizado-e-lancada-apos-mortes-em-anapolis.ghtml


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