MP pede a casa de apostas contratos de publicidade de Neymar, Virginia e mais dois influenciadores

  • 24/06/2026
(Foto: Reprodução)
Neymar e Virginia Reprodução/Instagram A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) pediu uma cópia dos contratos de publicidade firmados pelo jogador Neymar Jr. e pela influenciadora Virginia Fonseca com a casa de apostas Blaze. Segundo apurado pelo g1 nesta quarta-feira (24), o objetivo é investigar as diretrizes e estratégias de marketing adotadas, principalmente em relação ao uso da expressão "renda extra". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia ATENÇÃO! Neymar Jr. e Virginia não são investigados. O pedido do Prodecon faz parte de um inquérito civil público instaurado para apurar a conformidade regulatória e a eventual prática de condutas abusivas da plataforma de apostas e cassino on-line. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A Prodecon é um órgão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Além de Neymar e Virginia, as cópias dos contratos dos influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika também devem ser encaminhadas pela empresa. Ao g1, a equipe do jogador Neymar Jr. informou que até o momento não foram comunicados de nenhum procedimento instaurado pelo MPF contra a Blaze. Em nota, a empresa Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, apontou que não foi formalmente intimada a respeito do referido procedimento, e que se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor. "Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável", disse. O g1 tentou contato com os demais influenciadores, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Lucas Lira e Bruna Sunaika Reprodução/Instagram Inquérito instaurado Conforme divulgado pelo MPDFT, a Blaze é operada pela empresa Foggo Entertainment Ltda. Com sede em Curaçao, a plataforma ficou conhecida no Brasil pelas campanhas massivas de marketing com influenciadores e jogos no estilo crash. O órgão público afirmou que o inquérito foi instaurado na última sexta-feira (19), após denúncias sobre a retenção sistemática de fundos de usuários sob justificativas genéricas, além de um relatório técnico que apontou mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma. De acordo com o MPDFT, a medida pode resultar em uma sanção com pedido de danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões. Diante disso, a investigação busca esclarecer os seguintes pontos: ➡️Possíveis irregularidades relacionadas à retenção indevida de valores e bloqueios arbitrários de contas de usuários; ➡️Imposição de cláusulas contratuais abusivas e exigências desproporcionais para liberação de bônus (rollover); ➡️Tratamento de dados pessoais e indícios de publicidade enganosa na captação de clientes; ➡️Adequação da plataforma às normas que regulamentam as apostas de quota fixa e à legislação de defesa do consumidor. Quatro filhas e quatro jogos: como a vida de Neymar mudou desde a última Copa Jogador mostra rua em São Vicente onde deu o 1° beijo e mais jogou bola na vida Crianças comemoram convocação na escola onde atleta estudou no litoral de SP Neymar e Virginia fizeram publicidade juntos para Blaze Reprodução/Instagram Medidas Inicialmente, a Prodecon determinou a inclusão de relatórios do portal Reclame Aqui referentes aos últimos 12 meses. O documento continha informações sobre as denúncias registradas, índices de resposta, solução de problemas e avaliação da empresa. Agora, a plataforma deve apresentar informações detalhadas sobre os procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, além de documentos relacionados às políticas de bônus, promoções e rollover. A promotoria também solicitou um relatório sobre as contas bloqueadas ou suspensas, valores retidos e fundamentos adotados para as restrições aplicadas, além de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) e sua estrutura societária completa. SUS oferece atendimento virtual gratuito para adultos com vício em jogos e apostas A Prodecon ainda pediu esclarecimentos sobre os mecanismos de jogo responsável implementados pela plataforma, incluindo ferramentas de autoexclusão, que podem agravar os riscos de superendividamento e ludopatia (vício em jogos), limites de apostas e procedimentos adotados para atendimento de usuários que desejam restringir o acesso ao serviço. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também foi acionada para encaminhar uma nota técnica e relatório de reclamações e processos administrativos instaurados contra a plataforma no Brasil. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/06/24/neymar-e-virginia-ministerio-publico-pede-contratos-de-publicidade-com-casa-de-apostas.ghtml


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