MP de Goiás faz operação contra fraudes em licitações que causaram prejuízo de mais de R$ 14 milhões
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Ministério Público do Estado de Goiás
Divulgação / MPGO
O Ministério Público de Goiás (MPGO) cumpriu três mandados de prisão preventiva, quatro medidas de afastamento de cargo público e 44 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações que causaram prejuízo de mais de R$ 14 milhões. A operação ocorreu em cidades de Goiás e de São Paulo.
Os mandados foram cumpridos na manhã desta terça-feira (11). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o g1 não obteve o contato com a defesa para um posicionamento.
Segundo o órgão, o grupo empresarial sediado em Goiás é suspeito de fraudar, por meio de diversas empresas, a fase interna dos procedimentos de licitação para a compra e a instalação de ambientes modulares de escolas municipais e de redes de assistência social.
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Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em endereços residenciais, empresariais e de órgãos públicos. No estado de São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital paulista e em Ribeirão Preto. Em Goiás, os mandados foram cumpridos nas seguintes cidades:
Goiânia;
Aparecida de Goiânia;
Senador Canedo;
Rio Verde;
Itumbiara;
Itaberaí;
Goianira;
Inhumas;
Goianésia;
Abadia de Goiás;
Rio Quente;
Uruaçu;
Luziânia; e
Alexânia.
Segundo a investigação, o grupo recebeu, em valores liquidados entre 2015 e 2025, mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais. São investigados pela operação os integrantes do núcleo empresarial do esquema, gestores e servidores públicos de diversos municípios de Goiás. O MPGO informou que os agentes públicos teriam facilitado ou concorrido para a contratação direcionada da empresa investigada.
Além de fraudar a fase interna de procedimentos licitatórios, o grupo também é suspeito de viabilizar contratações direcionadas por meio de atas de adesão fraudulentas. O material apreendido nesta terça-feira será utilizado para o aprofundamento das investigações, informou o MPGO.
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