Mosquitos com bactéria que impede a proliferação de vírus da dengue, da zika e da chikungunya devem ser soltos em Goiás

  • 15/07/2025
(Foto: Reprodução)
Chikungunya, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, causa a quarta morte em Tupã Banco de Dados/Reprodução A Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou a implantação do método Wolbachia nos municípios de Valparaíso de Goiás e Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o órgão, a estratégia consiste na soltura de mosquitos com uma bactéria que impede a proliferação do vírus da dengue, da zika e da chikungunya (entenda como funciona abaixo). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no Instagram De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o método utilizada “mosquitos desinfequitantes”. Em 2022, a agência concedeu autorização excepcional para a implementação do método no Brasil por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A empresa Wolbito do Brasil, explica que os mosquitos utilizados no método são chamados de Wolbitos. Os insetos são nada mais do que mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos e, consequentemente, a sua proliferação. “Quando os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos locais, transmitem a bactéria para seus filhotes. Com o tempo, a maioria dos mosquitos da região passa a ter Wolbachia — reduzindo significativamente a transmissão dos vírus”, explica a Wolbito do Brasil. Segundo a SES, Goiás já notificou 123.218 casos de dengue em 2025, dos quais 72.331 foram confirmados. Além disso, o estado tem 53 mortes confirmadas e 79 em investigação. Segundo Flúvia Amorim, subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, a expectativa é que alguns impactos sejam observados na primeira sazonalidade. "Não é algo de curtíssimo prazo, mas de médio a longo prazo. Nós esperamos que em até dois anos a gente tenha resultados mais completos para avaliar também com outros municípios, mas dependemos da capacidade da biofábrica de produzir esses mosquitos", explicou a subsecretária. LEIA TAMBÉM: MORTALIDADE: Goiás registra a primeira morte por dengue em 2025, diz governo DENGUE TIPO 3: Entenda riscos da doença que voltou a ser registrada em cidades de Goiás após 17 anos ALTA INCIDÊNCIA: Entenda por que Goiás é um dos estados com o maior número de casos de dengue registrados no país Luziânia e Valparaíso De acordo com informações da secretaria, a estratégia será adotada nos municípios de Luziânia e Valparaíso de Goiás a partir do segundo semestre. Sobre a escolha das cidades, a subsecretária explica que questões epidemiológicas e de proximidade com o polo de produção foram avaliadas. “É necessário que o entreposto esteja próximo dos municípios. Além disso, nós verificamos municípios que têm alta incidência de dengue e em relação a mortalidade”, explica Flúvia Amorim. Segundo ela, a biofábrica fica no Paraná e Brasília tem um entreposto de distribuição. Mais detalhes sobre a soltura dos mosquitos serão alinhados entre as prefeituras, mas a empresa diz realizar uma série de ações informativas e educativas em escolas e unidades de saúde antes da liberação da soltura. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Como funciona? O método Wolbachia foi implementado no Brasil de forma experimental pela primeira vez em 2015, de acordo com o Ministério da Saúde. A empresa responsável pela aplicação explica que o método é seguro, natural e não envolve modificação genética. Segundo a Wolbito Brasil, a bactéria Wolbachia está presente naturalmente em 60% dos insetos do planeta. “Essa bactéria é muito comum em mosquitos, mas nunca foi encontrada no Aedes aegypt. Foi um processo de inserção da Wolbachia no ovo do Aedes, na Austrália. Com isso, o Brasil importou ovos do mosquito com a Wolbachia e a gente fez vários cruzamentos para transferir essa bactéria para uma linhagem brasileira,” explica Luciano Moreira, CEO da Wolbito Brasil. A secretária Flúvia Amorim ainda ressalta que o uso de fêmeas infectadas é importante para garantir que esses mosquitos sejam contaminados durante a cópula. "A fêmea infectada deposita ovos infectados e começa a sua reprodução, assim um vai contaminando o outro e aumentando a contaminação dos mosquitos locais", explica. O método é aplicado em seis etapas: 1ª etapa: Planejamento da operação 2ª etapa: Criação dos mosquitos 3ª etapa: Campanhas de conscientização sobre o método 4ª etapa: Liberação dos Wolbitos no município 5ª etapa: Monitoramento do estabelecimento da Wolbachia na localidade 6ª etapa: Análise epidemiológica para verificação dos números pós-liberação Segundo a empresa, as solturas devem ocorrer semanalmente. A expectativa é que, ao longo dos meses, a presença da bactéria aumente de forma natural e estável na cidade. De acordo com o Ministério da Saúde, dados recentes apontam que houve uma redução de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% para Zika em Niterói (RJ), onde o projeto foi aplicado pela primeira vez no Brasil. Soltura de Wolbitos feita no Rio de Janeiro Flávio Carvalho/Wolbito do Brasil A Wolbito do Brasil destaca ainda que os mosquitos não são modificados geneticamente, que o método é autossustentável e que não traz risco à população ou ao meio ambiente. VEJA TAMBÉM | Mosquito transmissor da dengue pode subir prédios pelas escadas e até pelos elevadores Mosquito transmissor da dengue pode subir prédios pelas escadas e até pelos elevadores 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/07/15/mosquitos-com-bacteria-que-impede-a-proliferacao-de-virus-da-dengue-da-zika-e-da-chikungunya-devem-ser-soltos-em-goias.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Tubarões

Diego e Victor Hugo

top2
2. Voltável

Ícaro e Gilmar

top3
3. SÓ EU SENTI

henrique e juliano

top4
4. Matheus e kauan

Matheus e kauan

top5
5. Dona

Luan Santana

Anunciantes