Morre mulher que teve corpo queimado dentro de casa; marido é suspeito
09/02/2026
(Foto: Reprodução) Emilli Vitória Guimarães Lopes sofreu queimaduras, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
A jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, que teve o corpo queimado dentro de casa, morreu no domingo (8), após ficar 11 dias internada na UTI de Queimados do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), segundo informou a unidade hospitalar.
O caso aconteceu em 28 de janeiro e, de acordo com denúncia da família de Emilli, a mulher teria sido queimada pelo companheiro, Raffael Castro da Silva, na frente da filha do casal, uma criança de três anos.
Segundo a Polícia civil o caso está sendo investigado como feminicídio. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito.
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A suspeita da família surgiu após a criança relatar aos avós que o pai seria o autor do crime. “Papai jogou fogo na mamãe”, disse Elton José Silva Lopes, pai de Emilli, em entrevista à TV Anhanguera.
Homem é suspeito de ter jogado fogo na companheira
Na denúncia feita pela família na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia, e exibida em reportagem da TV Anhanguera, a mãe de Emilli, Pauliana Alves Guimarães da Silva, afirmou que a suspeita foi reforçada porque a filha já havia sido agredida por Rafael anteriormente.
Nessa época, Emilli teria voltado a morar com os pais por um período, mas acabou reatando o relacionamento com o suspeito.
Em nota ao g1, o Hugol informou que Emilli Vitória estava internada na UTI de Queimados da unidade e que, apesar de todos os esforços e procedimentos adotados pela equipe multidisciplinar, a paciente morreu.
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Versão apresentada pelo suspeito
Segundo Pauliana Alves Guimarães da Silva, mãe da jovem, ela só ficou sabendo do suposto acidente sofrido pela filha dias depois, por meio de uma cunhada de Emilli. Em entrevista à TV Anhanguera, ela contou que, ao questionar Rafael, ele disse que teria sido um acidente.
“Eles não me avisaram nada. Não me comunicaram nada. E eu fiquei sabendo tudo pela cunhada dela”, afirmou Pauliana.
Rafael relatou que a mulher fazia o jantar quando foi limpar a pia e que o vidro contendo o produto teria explodido sobre o corpo dela.
Pauliana afirmou que questionou o genro se ele não teria sido o autor do ocorrido, mas o homem negou e disse que estava na sala com a filha do casal. Ele teria se justificado dizendo que, ao perceber que Emilli estava em chamas, a colocou debaixo do chuveiro e, em seguida, a levou para o pronto-socorro.
Contradições no relato
De acordo com o pai de Emilli, Elton José Silva Lopes, o genro apresentou mais de uma versão sobre o que teria acontecido. Em uma delas, Rafael teria mencionado que o recipiente continha álcool em gel.
“Como ele saberia que estava destampado se ele disse que correu com ela para o banheiro? Álcool em gel não pega fogo e, se você não colocar um isqueiro bem perto, não pega fogo”, afirmou o pai.
Elton também destacou que, pela forma como a filha foi socorrida, Rafael deveria apresentar queimaduras, já que teria tido contato direto com as chamas ao ajudá-la.
A Polícia Civil informou em nota que o fato foi registrado em ocorrência e está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Aparecida de Goiânia. Disse ainda que já foram solicitados os exames periciais cadavérico e de local na residência da vítima. A Deam ainda efetua outras diligências, como oitivas, e prossegue nas investigações para esclarecer as circunstâncias do incêndio e das queimaduras que levaram a vítima à morte.
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