Médico é preso em Roraima suspeito de integrar organização ligada ao tráfico de drogas
26/05/2026
(Foto: Reprodução) Médico suspeito de tráfico de drogas é preso em RR; ele planejava atuar em área indígena
Um médico de 37 anos foi preso em Boa Vista nesta terça-feira (26) por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A prisão ocorreu em um hotel no Centro da capital.
O suspeito planejava entrar no programa Mais Médicos para atuar em comunidades indígenas de Roraima, segundo a Polícia Civil.
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Natural de Aracaju, em Sergipe, o homem chegou ao estado no dia 19 de maio. Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela 4ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia. A ação faz parte da oitava fase da Operação Destroyer - The Breach.
Além do tráfico, o grupo criminoso atua no comércio ilegal de armas, na lavagem de dinheiro e na falsificação de documentos públicos.
A prisão ocorreu nas primeiras horas da manhã. Agentes da Polícia Civil de Roraima encontraram o alvo após um trabalho de inteligência e cruzamento de dados. O médico não resistiu à ordem judicial.
No quarto em que ele estava, os policiais também apreenderam aparelhos eletrônicos de interesse das investigações. Os equipamentos passarão por análise pericial. O médico agora aguarda a audiência de custódia, marcada para esta quarta-feira (27).
Suspeito (de amarelo) de fazer parte de organização criminosa foi preso em um hotel de Boa Vista.
Divulgação/PCRR
A quadrilha possui ramificações em diversos estados do Brasil, segundo a Polícia Civil. O bando atua de forma estruturada inclusive na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, área de fronteira com o Paraguai. Somente em Goiás, a operação cumpre 30 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão.
Operação interestadual
O nome da operação policial, "The Breach" (O Rompimento, em inglês), refere-se ao avanço das apurações após a captura do primeiro integrante do grupo em Goiás. A queda desse primeiro alvo ajudou os investigadores a identificar toda a estrutura da quadrilha e a desarticular a cadeia associativa.
Júlio César da Rocha, delegado titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), destacou a importância da ação conjunta entre os estados.
"Essa integração entre as polícias civis fortalece o combate ao tráfico de drogas e aos crimes relacionados à atuação dessas organizações criminosas", afirmou o delegado.
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