Médica diz que mensagem sobre não dar alta a pacientes 'petistas' não gerou conduta inadequada: 'Nenhuma paciente teve alta atrasada ou negada'

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ A médica investigada por enviar mensagem orientando outros profissionais de saúde a não dar alta a “pacientes petistas” internadas na enfermaria da Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, disse que o texto não se transformou em conduta inadequada. Em nota, Marcella Segato de Sousa Melo afirmou que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo a médica, todas as pacientes foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu. Ela afirmou ainda que nenhuma avaliação levou em conta preferência política e pediu desculpas às famílias e aos colegas de trabalho. “Peço desculpas às pacientes e às suas famílias, aos colegas, aos internos e ao hospital. Essas mensagens, porém, não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu", disse a médica. Marcella também disse que, desde 2017, realizou milhares de partos de mulheres de diferentes origens e convicções. Ela é chefe da ginecologia e obstetrícia da unidade, foi afastada das funções durante a apuração (veja a nota na íntegra no final da reportagem.) Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição Reprodução/TV Anhaguera O caso aconteceu no dia 2 de outubro, dois dias antes das eleições do primeiro turno, Marcella, que é ginecologista e obstetra, publicou mensagens em um grupo de WhatsApp que reúne profissionais da maternidade, sugerindo que não permitissem a alta de supostos eleitores ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT). "Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”, escreveu a médica, conforme mostram prints exibidos pela TV Anhanguera. LEIA TAMBÉM Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição Mensagem pedindo para não dar alta a 'petistas' na eleição foi enviada em grupo privado de médicos, diz hospital Print mostra reação após pedido em grupo de médicos para não dar alta a pacientes por maioria ser 'petista' no dia da Eleição; veja Na conversa, é possível ver que 12 participantes do grupo reagiram com emojis de risada, de sinal de positivo e da bandeira do Brasil. Um dos colegas chegou a responder: “Combinado”. Não é possível afirmar, porém, se alguém realmente seguiu a recomendação da médica e deixou de dar alta a algum paciente. Veja o que se sabe sobre o caso da médica suspeita de orientar a não dar alta a pacientes 'petistas' no dia da eleição, em Goiás O que diz a maternidade sobre as mensagem De acordo com a assessoria da Maternidade Célia Câmara, Marcella é contratada pela empresa que presta serviços para a Organização Social (OS) responsável pela gestão da unidade. Em nota, a maternidade afirmou que as mensagens foram escritas por Marcella em um grupo privado de médicos e “constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital ou da instituição responsável pela gestão da unidade” (leia a íntegra abaixo.) Nota da médica Marcella Segato Peço desculpas às pacientes e às suas famílias, aos colegas, aos internos e ao hospital. Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional. Essas mensagens, porém, não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu. Da mesma forma, nenhuma avaliação levou em conta preferência política. O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação. Desde 2017, realizei milhares de partos de mulheres de diferentes origens e convicções. É esse compromisso que verdadeiramente orienta minha vida profissional. O que diz o Cremego "O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) esclarece que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias". O que diz o hospital Leia a íntegra da nota da maternidade: "O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara informa que não adota posicionamento político-partidário e pauta sua atuação exclusivamente pelos princípios que regem a assistência pública à saúde, pela ética profissional e pelos critérios técnicos e assistenciais aplicáveis a cada paciente. As manifestações mencionadas na solicitação encaminhada pela imprensa ocorreram em grupo interno e privado de profissionais médicos e constituem manifestações de caráter pessoal de seus participantes, não representando, em nenhuma hipótese, posicionamento da Administração do Hospital ou da instituição responsável pela gestão da unidade. O Hospital ressalta, ainda, que manifestações ou preferências políticas de caráter pessoal não se confundem com as condutas médicas e assistenciais adotadas na unidade. Decisões relativas à internação, permanência hospitalar e alta devem observar exclusivamente critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente de qualquer convicção política, ideológica, religiosa ou de outra natureza. Diante das informações recebidas, a Administração adotará os procedimentos internos apropriados para apuração dos fatos e de seu contexto, assegurados o contraditório, a adequada instrução e a observância das normas institucionais e profissionais aplicáveis. Caso sejam constatadas condutas incompatíveis com essas normas, serão adotadas as medidas cabíveis. O Hospital reafirma seu compromisso com uma assistência impessoal, humanizada, ética e tecnicamente orientada, garantindo tratamento isonômico a todos os usuários do Sistema Único de Saúde. Por fim, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos relatados, adotou as medidas administrativas cabíveis para a apuração da conduta mencionada. A Secretaria também reforçou a orientação às equipes quanto à necessidade de garantir atendimento adequado, ético e respeitoso a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara - Secretaria Municipal de Saúde (SMS)". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/10/07/medica-diz-que-mensagem-orientando-a-nao-dar-alta-a-pacientes-petistas-no-dia-da-eleicao-nao-se-transformou-em-conduta-inadequada-nenhuma-paciente-teve-a-alta-atrasada-ou-negada.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Tubarões

Diego e Victor Hugo

top2
2. Voltável

Ícaro e Gilmar

top3
3. SÓ EU SENTI

henrique e juliano

top4
4. Matheus e kauan

Matheus e kauan

top5
5. Dona

Luan Santana

Anunciantes