Jovem tenta entrar com garrafa de uísque no braço engessado e é barrado em festa; vídeo
06/01/2026
(Foto: Reprodução) Jovem tenta entrar com garrafa de uísque no braço engessado e é barrado em festa
Um morador de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, foi flagrado pelos seguranças tentando entrar com uma garrafa de uísque escondida em uma faixa de gesso, no seu braço esquerdo. Nas imagens, Gustavo Teixeira, de 22 anos, aparece sendo revistado e, em seguida, tendo o gesso cortado pelo profissional (veja o vídeo acima).
Em entrevista ao g1, Gustavo contou que essa foi a segunda vez que ele adotou o disfarce para a bebida alcoólica. Em setembro, ele foi a outra festa, mas com uma garrafa menor, e conseguiu entrar e beber o uísque durante a noite com os amigos.
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Gustavo, que é motorista por aplicativo e chapa de caminhão (trabalhador que ajuda na carga e descarga e recebe por diária), relata que ele e os amigos recorreram à ideia porque a festa, que aconteceu na noite da virada, só tinha open bar (consumo de bebida liberado) de cerveja, refrigerante e água, sem bebida destilada, a preferida do grupo.
"O plano era levar uísque e beber com refrigerante na festa. E também o open bar acabaria às 2h. Então, a gente estava pensando que a gente já teria algo para tomar", disse.
Outro ponto que fez os amigos levarem escondido foi a economia. Segundo Gustavo, os combos de bebidas nessas festas geralmente custam a partir de R$ 400, enquanto uma garrafa de uísque pode ser encontrada em supermercados atacadistas na faixa dos R$ 80.
Gustavo foi flagrado por seguranças de uma festa de revéillon tentando entrar com a garrafa de uísque. À dir., a primeira vez em que adotou a ideia, em setembro, quando teve sucesso
Reprodução/ Perfil do Instagram de Gustavo Teixeira
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Ideia do TikTok
O jovem, que é maranhense e mora há três anos em Aparecida, teve a ideia a partir de um vídeo que viu no TikTok. Questionado sobre por que ele acha que na primeira vez em que escondeu a bebida deu certo e desta vez não, Gustavo atribui a vários fatores, entre eles o de que, na primeira vez a garrafa era menor e, portanto, não ficava tão perceptível no antebraço como ficou na festa de revéillon em Aparecida.
"Se eu tivesse feito com a garrafa menor, e mais bem feito o gesso, e também com a tipoia melhor, teria passado facilmente", avalia.
Gustavo conta que ele e os sete amigos que o acompanhavam perderam a garrafa, que foi confiscada pelos seguranças, mas conseguiram entraram na com outras, escondidas em outros locais do corpo, que ele prefere não revelar quais foram para não serem descobertos também.
O que diz a legislação
Procurado pelo g1, o Procon Goiás explicou a Lei nº 22.503/2023, cinemas, teatros, estádios, casas de shows, festas e estabelecimentos similares não podem proibir o ingresso e o consumo de alimentos e bebidas adquiridos pelo consumidor em outro local.
No entanto, a legislação estadual deixa claro que o estabelecimento pode regulamentar o consumo se houver motivos objetivos relacionados à segurança ou à integridade física das pessoas.
Ana Luiza Fernandes de Moura, advogada especialista em direito do consumidor do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, esclarece que a obrigatoriedade imposta a clientes de consumo de produtos no local do evento é uma prática considerada abusiva.
No entanto, assim como esclarece o Procon, ela destaca que é possível haver restrições, desde que baseadas em justificativas legítimas de segurança.
"Então, nem sempre é uma prática abusiva e nem sempre é uma venda casada. É importante que se analise caso a caso, mas em locais que são proibidos porque podem gerar uma insegurança para o consumidor, o comerciante pode, sim, restringir a entrada e bebidas alcoólicas", disse a especialista.
O consumidor que se deparar com alguma prática, de qualquer estabelecimento comercial, que considerar que pode ser uma irregularidade, pode entrar em contato com o Procon pelos telefones 151 ou (62) 3201-7124.
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