Grupo suspeito de tentar matar empresário com granada em drone foi preso quando se organizava para terceiro ataque, diz polícia
06/02/2026
(Foto: Reprodução) Grupo suspeito de tentar matar empresário com granada em drone foi preso
O grupo suspeito de tentar matar empresário com granada em drone foi preso enquanto organizava uma terceira tentativa em Itaberaí, no noroeste de Goiás, contou o delegado Ricardo Ramos para a TV Anhanguera. Durante a abordagem, os policiais encontraram outra granada do mesmo modelo no veículo em que os suspeitos estavam. Os três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no Mato Grosso em direção a Goiás para realizar uma nova tentativa de ataque.
“Acreditamos que eles pudessem ter adquirido novo material bélico para atentar contra a vida da vítima. Para não haver nenhum tipo de risco à vida da vítima, nós decidimos adiantar a operação e realizar a prisão deles. Eles estavam com uma pistola e uma nova granada fragmentária com o mesmo poder letal da primeira”, relatou o investigador.
O crime aconteceu em janeiro. Os três suspeitos foram presos nesta segunda-feira (2), no âmbito da Operação Cobrança Final, da Polícia Civil. O g1 tentou localizar a defesa dos suspeitos, mas o caso corre em segredo de Justiça, informou o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
Granada em drone falha
Um grupo tentou um ataque utilizando uma granada presa a um drone contra um empresário, mas não aconteceu devido a uma falha técnica, informou a Polícia Civil. Conforme o delegado Ricardo Ramos, o explosivo não chegou a tocar o chão e, por isso, não foi ativado.
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Durante coletiva de imprensa, o delegado Ricardo Ramos explicou que o drone contava com um suporte para a granada, que deveria se soltar do explosivo ao tocar no chão, algo que não aconteceu.
“Ao atingir o chão, o suporte soltaria da granada e ela, sem aquela pressão, poderia realizar a explosão. Mas houve algum erro de execução e o drone acabou caindo em cima do telhado da casa da vítima”, contou o delegado.
Depois de ter falhado, o grupo tentou resgatar o equipamento anterior, mas também não obteve sucesso. O delegado relatou que o grupo usou um segundo drone com gancho para tentar resgatar o primeiro, mas ele também caiu por não suportar o peso.
Granada e equipamentos apreendidos pela polícia: segundo a investigação, o mesmo tipo de artefato explosivo usado na tentativa de ataque foi encontrado dentro do carro dos suspeitos no momento da prisão, em Mato Grosso
Reprodução/TV Anhanguera
Ataque motivado por dívidas
O crime teria sido motivado por uma dívida agrícola estimada em R$ 1,5 milhão. Segundo o delegado, o empresário é produtor rural e teria comprado semente de milho. Entretanto, ele e os suspeitos desacordaram quanto à forma de pagamento.
“A vítima queria que fosse parcelado em mais vezes e o credor não estava aceitando. Chegou a um ponto com as ameaças veladas e, depois, passaram para ameaças bem ostensivas, o que culminou nesse atentado com uso de explosivo”, declarou o delegado.
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Reprodução/TV Anhanguera
Ainda de acordo com o delegado, a polícia acredita que o grupo estava responsável apenas por fazer a cobrança da dívida, e que ainda trabalha para identificar o possível mandante do crime. Apesar dos suspeitos estarem presos, o empresário continua recebendo ameaças por números criados com CPF de terceiros e contas fakes em redes sociais.
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