Dez empresas de Senador Canedo são alvos de busca suspeitas de participar de esquema bilionário do PCC
31/08/2025
(Foto: Reprodução) Nove postos de Goiás estão envolvidos com o PCC, diz Ministério Público
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em empresas de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, como parte da "Operação Carbono Oculto", liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). De acordo com MP-SP, a ação visa desarticular esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis envolvendo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação aconteceu na quinta-feira (28) e, segundo a Receita Federal, é considerada a maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação entre as instituições. Como os nomes das empresas não foram divulgados, o g1 não conseguiu entrar em contato com elas para pedir um posicionamento.
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Durante uma coletiva de imprensa, o promotor de Justiça do MP-SP, João Paulo, afirmou que o grupo investigado possuía duas redes de combustíveis em São Paulo e outra em Goiás, que atuavam juntas e cooperavam com redes de lavagem de dinheiro para o PCC.
De acordo com o MP-GO, a decisão dos mandados de busca e apreensão partiu da 2ª Vara Criminal da Comarca de Catanduva, em São Paulo, que estima que a organização criminosa tenha arrecadado mais de R$ 8 bilhões com a cadeia econômica ligada ao comércio de combustíveis.
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Ainda segundo o MP-GO, a operação contou com a participação de 15 agentes de segurança institucional, 12 policiais militares, 8 auditores da Receita Federal e dois promotores Justiça.
Operação Carbono Oculto
De acordo com o Governo Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra cerca de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também pediu judicialmente o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, que incluem imóveis e veículos.
Ainda segundo o Governo Federal, investigações apontam para um esquema organizado pela facção criminosa, que conseguiu lucros altos na cadeia produtiva de combustíveis, ao mesmo tempo em que lavava o dinheiro proveniente do crime usando centenas de empresas.
As investigações também apontam que a organização também adulterava os combustíveis, usando metanol, que seria supostamente importado para outros fins, mas acabava sendo utilizado na fabricação de gasolina adulterada.
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) participa de operação em Goiás
Divulgação/Ministério Público de Goiás
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