Corpo de corretora foi deixado em mata a cerca 15 km de Caldas Novas
28/01/2026
(Foto: Reprodução) Síndico do prédio onde corretora desapareceu em Caldas Novas é preso
O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi abandonado em uma mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no sul de Goiás. O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28) suspeitos do homicídio.
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O g1 entrou em contato com a defesa do síndico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Além do síndico e do filho, o porteiro foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos nesta quarta-feira (28).
De acordo com apuração da TV Anhanguera, o corpo foi encontrado em estado de ossada. A polícia ainda não divulgou se as prisões são preventivas ou temporárias. O síndico mostrou para a polícia o local em que deixou o corpo da corretora após a morte dela em dezembro de 2025 (veja acima).
Síndico é preso suspeito de homicídio
Na manhã desta quarta-feira (28), o síndico do prédio em que a corretora desapareceu, Cléber Rosa de Oliveira e filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil.
Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, ambos foram presos em investigação do crime de homicídio. Já o porteiro do prédio foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime.
Durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (28), a Polícia Civil informou que o síndico teve prisão temporária decretada por 30 dias, prorrogável pela mesma quantidade tempo. Ainda durante a coletiva, o síndico é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.
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Corretora fica desaparecida por mais de um mês
Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas
Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes
Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro, após ela ir até o subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento dela em Caldas Novas. No momento em que ela foi ao subsolo, Daiane gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia.
A mãe da corretora, Nilze Alves, contou que tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações para o Natal e para a virada de ano.
Entretanto, Nilze não encontrou a filha ao chegar no apartamento. A mãe de Daiane conta que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas foi encontrada trancada. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência.
Segundo Nilze, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.
Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas
Conflitos com moradores do prédio
A corretora Daiane enfrentava um conflito com moradores do prédio onde vivia em Caldas Novas. Antes do desaparecimento dela, uma assembleia do condomínio aprovou a expulsão de Daiane, mas a decisão acabou sendo suspensa pela Justiça.
A decisão previa que Daiane deixasse o edifício no prazo de até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção. A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa.
INFOGRÁFICO: corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO
Arte g1
O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso e entendeu que a moradora não teve chance de se defender. A Justiça também entendeu que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma de convocação previstos no regimento.
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