Amiga de funcionária morta por ex-colega em supermercado disse que suspeito fez deboche: ‘Achou graça de tudo'

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Natasha Eduarda Alves de Sá foi morta por um ex-colega de trabalho em Iporá Reprodução TV Anhanguera/Instagram de Naftali Alves de Lima A recepcionista Geovanna Fernandes Barbacena, de 19 anos, amiga de Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, morta pelo ex-colega de trabalho em supermercado, disse que o suspeito fez deboche e deu risadas antes e depois de cometer o crime. “Lembro de tê-lo visto entrar, ficar parado rindo e observando bastante o ambiente. Em seguida, foi em direção ao fundo da loja”, disse a jovem. “Vi ele montando na bicicleta e guardando a faca na cintura. Ele passou a rir, de forma debochada, como se estivesse achando graça de tudo o que tinha acabado de acontecer”, contou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O caso aconteceu em um supermercado de Iporá no dia 20 de janeiro, quando Felipe Gabriel de Souza Oliveira, de 20 anos, ex-funcionário, entrou no local e esfaqueou Natasha cerca de nove vezes, usando uma faca que ele pegou dentro do próprio supermercado. Ela foi socorrida, mas morreu no hospital. Felipe foi preso em flagrante. Em nota ao g1, a defesa de Felipe informou que elementos técnicos indicariam possíveis problemas psicológicos do suspeito e pediram uma avaliação específica para o quadro de Felipe. Mulher morre após levar 9 facadas e suspeito é preso Geovanna trabalha na recepção do supermercado e estava próximo de Natasha quando a supervisora foi morta. Em entrevista ao g1, a jovem contou que viu quando Gabriel entrou no supermercado, mas não desconfiou de nada, acreditando que ele estava ali na condição de cliente. LEIA TAMBÉM: Funcionária de supermercado morre após ser esfaqueada por ex-colega, diz polícia Brincalhona, responsável e sonhava em ser agrônoma: veja quem era funcionária morta por ex-colega em supermercado Amiga de funcionária de supermercado morta por ex-colega diz que suspeito fez ameaça após o crime: ‘Vou voltar’ Segundo a jovem, Gabriel teria parado e começado a rir, observando bastante o ambiente, e em seguida teria ido em direção ao fundo da loja. "Só voltei a vê-lo quando a Natasha passou atrás dele. Olhei para ela e fiz um gesto de ‘o que é isso?’, e ela me respondeu com outro gesto, como quem dizia ‘o que será que ele quer?’. De repente, em questão de segundos, ouvi os gritos”, contou ela sobre o momento do ataque. Geovanna disse não ter compreendido o que estava acontecendo e ficou apavorada e sem reação. “Quando fui até a frente, vi a Natasha toda ensanguentada e me desesperei ainda mais. Fui até a porta para tentar entender o que estava acontecendo e vi ele montando na bicicleta, guardando a faca na cintura. Nesse momento, ele começou a rir, como se estivesse debochando, e disse que voltaria para fazer com mais pessoas”, contou. A recepcionista denunciou a ameaça na delegacia. Segundo o delegado Bruno de Paula, Gabriel responderá pelo crime de ameaça contra a jovem. Gabriel está preso preventivamente em Iporá. Ele deverá passar por avaliação a pedido da defesa e, caso seja reconhecido inimputável, será internado em hospital adequado, disse o delegado do caso, Bruno de Paula. "A defesa solicitou um laudo. Se o juiz entender que ele tem alguma doença mental ele será internado por medida de segurança. Mas se o entendimento for de que tinha a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ao tempo do crime ele será julgado", disse o delegado. Vítima tentou ajudar o suspeito Geovanna e Natasha eram amigas desde que começaram a trabalhar juntas no supermercado, há cerca de um ano. Natasha entrou primeiro e, segundo Geovanna, antes de ser promovida, ela era caixa. Gabriel trabalhou no supermercado nesse período e havia pedido demissão há cerca de dois meses. Segundo Geovanna, ela e Natasha chegaram a comentar sobre atitudes estranhas [ele seria “bruto” e “nervoso”] e por ser muito calado. As amigas teriam cogitado que pudesse se tratar de depressão. “Muitas vezes eu via a Natasha tentando puxar assunto com ele, e ele a ignorava. Eu dizia pra deixar ele pra lá, mas ela sempre respondia: ‘não, eu fico brincando e puxando assunto com ele para ver se ele se acostuma com a gente, fico tentando ajudar’”, disse ela sobre a amiga. “Sempre foi assim: ele tinha as atitudes dele, e ela muitas vezes relevava e até o defendia, para não causar transtornos. Com o tempo, ele começou a ficar mais complicado e a fazer muitas ‘pirraças’ com ela. Então, a Natasha mudou a postura e passou a ser mais firme. Com isso, ele foi se revoltando aos poucos, pois não aceitava essa cobrança para cumprir o que devia ser feito.” Segundo Geovanna, Gabriel pediu demissão e saiu da empresa. Ela só o viu novamente no dia do crime. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/01/27/amiga-de-funcionaria-morta-por-ex-colega-em-supermercado-disse-que-suspeito-fez-deboche-achou-graca-de-tudo.ghtml


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